PROJETOS

A sombra dos outros (2018) – Grupo Desvio

A sombra dos Outros é uma criação interdisciplinar do Grupo Desvio de Brasília que propõe o intercâmbio criativo entre artistas de teatro, cinema e artes visuais para a concepção de uma obra que oscila entre os conceitos de instalação, time-based media, performance art, cinema e teatro. Inspirado no romance Memórias do Subsolo de Fiódor Dostoiéviski, o projeto busca um diálogo com a cidade, afetar e ser afetado por ela, a fim de entender o que seria e o que pode ser caracterizado como subsolo-submundo, quem são as pessoas desse espaço e como elas agem perante o contexto político em que estão inseridos. 

O projeto tem uma estrutura que é recriada a partir do contato específico em cada cidade que é apresentado, incorporando não apenas elementos estéticos, mas também de criação na qual cineastas, músicos e artistas do universo underground poderão contribuir com a criação e performance. Apesar de ter  sido apresentado num espaço teatral em Nova Iorque e numa galeria de arte em Kingston-NY, a estrutura do projeto foi pensada para se adaptar à diferentes tipos de espaços e contextos. Importante enfatizar que não se trata apenas de uma apresentação performática, mas também de uma exposição-instalação que poderá ser visitada pelo público, seja no mesmo dia da apresentação e no palco ou num outro espaço com horário de visitação.

A criação foi estabelecida durante a pesquisa de pós-doutoramento do diretor Rodrigo Fischer no Departamento de Performance Studies da New York University em Nova Iorque entre junho de 2017 e julho de 2018, supervisionado pelo pesquisador André Lepecki. 

A proposta de A sombra dos outros é de ressignificar possíveis correlações entre corpos, objetos, imagens, sons e arquiteturas por uma perspectiva que jogue luz na tensão política inerente do direito à cidade e à mobilidade em oposição às nossas prisões sociais e escuridões subjetivas.  O objetivo é de dar visibilidade à corpos, objetos, imagens, sons e arquiteturas que são descartados, invisibilisados, oprimidos, inutilizados, tortos e que perderam seu valor social, utilitário ou estético.

Quem somos diante da cidade dentro de um contexto capitalista neoliberal? Considerando o âmbito político, quem vive atualmente nos subsolos? De que forma estar no subsolo afeta nosso comportamento e como nossas atitudes no subsolo afetam a cidade? De todas essas perguntas, a que mais movimenta a proposta é em como enxergar as pessoas, as arquiteturas, as imagens e os objetos por diferentes perspectivas, subvertendo parâmetros socioculturais e reconfigurando nossa relação com a cidade.

A obra será composta por objetos, retratos fílmicos, sons, textos, listas, placas e mapas aleatórios, reunidos e coletados durante a inserção da equipe artística na cidade pelo período entre duas ou três semanas. Nessas semanas, o performer Rodrigo Fischer e o cineasta local farão uma imersão na cidade para registros que integrarão a videoinstalação; entrevistas e retratos que ajudarão a compor a dramaturgia; coleta de objetos que serão ressignificados na instalação e utilizados na apresentacão, com curadoria e concepção também de um artista local; encontro com músicos, grafiteiros, artistas e pessoas do universo underground que queiram participar do projeto.

O vídeo-designer Fernando Gutiérrez será o responsável por pensar a integração dos vídeos no espaço, seja mapeando arquiteturas do local de apresentação ou em telas pensadas dentro do espaço, além de organizar possíveis interatividades dos espectadores.  O desenho de som será feito por César Lignelli a partir dos sons coletados em cada cidade e por trilhas compostas por artistas locais. Outras instâncias criativas serão concretizadas a partir do contato com artistas locais. A obra final será configurada com a integração da videoinstalação, da exposição/instalação dos objetos e da performance.

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The other’s shadow in New York City (A sombra dos outros em Nova Iorque) from Rodrigo Fischer on Vimeo.

Carnavalização de um homem só (em processo) – Grupo Desvio

MisanthrofreakCarnavalização de um homem só é um processo interdisciplinar entre teatro, arte visual, cinema e novas tecnologias para a criação do novo projeto do Grupo Desvio de Brasília. A criação, que teve seu primeiro experimento durante uma residência em Nova Iorque, dará continuidade à estrutura desenvolvida com o projeto A sombra dos outros.

Formalmente, a criação se aproximará da ideia desenvolvida durante o último trabalho solo de Rodrigo Fischer chamado Misanthrofreak, na qual a transição entre o espaço teatral e cinematográfico ocorre a partir da interação com novas tecnologias. Esse conceito significa a incorporação e controle da luz, do som, da câmera e das projeções pelo ator dentro da performance.

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Os Fracassados (2015) – Grupo Desvio

Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? Os Fracassados, o mais recente trabalho do Grupo Desvio, conta a história de quatro amigos que se encontram após uma aparente tragédia. Embriagados em suas memórias, vivem uma jornada rumo ao que realmente importa. Fracassar não seria apenas um ponto de vista? Junto ao texto, projeções e música executada ao vivo pelos atores suscitam diálogos entre tempos e espaços múltiplos. Qual o lugar do homem nessa história?

Dirigido por Rodrigo Fischer, a obra apresenta memórias factuais e fictícias que se misturam em diálogos fugazes, onde personagens e intérpretes possuem a mesma identidade e nome: César, Fernando, Gil e Márcio. Os quatro amigos em cena parecem viver limiares: entre a cena e o real, entre a vida e a morte, entre um discurso palpável e a fuga desse próprio discurso, entre o improviso e o ensaiado, entre o passado, o presente e o futuro.

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Fotografias de Diego Bresani

Os Fracassados (2015) from Rodrigo Fischer on Vimeo.

Direção: Rodrigo Fischer

Dramaturgia: Gil Roberto

Elenco: César Lignelli, Fernando Gutiérrez, Gil Roberto e Márcio Minervino

Figurino: Eduardo Barón

Cenário: Ricardo Baseggio

Direção Musical: César Lignelli

Programação e video mapping: Fernando Gutiérrez

Filmagem: Adriano Kakazu e Adriano Roza

Edição: Adriano Roza

Iluminação: Rodrigo Fischer

Fotografia: Diego Bresani

Produção: Diana Diniz Marra

Designer gráfico: Isabella Veloso

Portfolio 

Projeto

2+2=2 (2015) – Akhmeteli Theatre

O projeto 2+2=2 nasce a partir de um convite da Akhmeteli Theatre de Tbilisi-Geórgia ao diretor brasiliense Rodrigo Fischer para dirigir a nova produção do teatro. O espetáculo, que é cooproduzido pelo Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília, estreiou em Tbilisi no dia 07 de Março de 2015 com sucesso unânime de crítica e de público, sendo considerado o melhor trabalho dos últimos anos na Geórgia.  Um trabalho que, a partir do intercâmbio com o diretor Rodrigo Fischer se caracterizou como um modo de expressão que alia a belíssima tradição musical da Geórgia e o talento de seus atores com um teatro performativo-cinematográfico, característica dos últimos trabalhos do diretor. A estreia no Brasil aconteceu dentro da programação do Cena Contemporânea em agosto do mesmo ano. O resultado é um trabalho que une uma dramaturgia performativa de depoimentos pessoais dos atores com rastros ficcionais; o contraste da música tradicional polifônica da Geórgia aliada ao rock contemporâneo; a apropriação do audiovisual em cena e suas possíveis multiplicações cénicas; e um questionamento aparentemente absurdo, quando o ator-personagem Gigi questiona sua identidade e decide virar um gato.

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2+2=2_Theater (2015) from Rodrigo Fischer on Vimeo.

Produção: Akhmeteli Theater

Cooprodução: Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília

Direção: Rodrigo Fischer;

Elenco: Andria Gvelesiani, Sophia Sebiskveradze, Gigi Migriauli e Giorgi Tskhadadze

Dramaturgia: Antonin Marto em processo colaborativo com atores e diretor

Cenário e figurino: Marika Kvachadze

Assistente de direção: Andria Gvelesiani

Video Designer: Fernando Gutiérrez e Rodrigo Fischer

Iluminação: Rodrigo Fischer

Trilha Sonora original: Andria Gvelesiani e Giorgi Tskhadadze

Filmagem e edição dos videos: Archill Kukhianidze e Rodrigo Fischer

Projeto

Misanthrofreak (2014) – Grupo Desvio

Estreado em Nova Iorque, apresentado em cinco países e premiado como melhor espetáculo de teatro de 2014 em Brasília pelo Prêmio Sesc de Teatro Candango, Misanthrofreak é um espetáculo teatral do Grupo Desvio que aborda o fracasso, o erro e a dificuldade de tomar decisões de forma poética e lúdica. Um solo “performático-pop-clown-multimídia” que transita entre o espaço cênico e o espaço cinematográfico, por meio da interação com tecnologias que permitem a manipulação da cena em diversas instâncias pelo próprio ator que controla luz, som, projeção, sensores e câmeras por um controle de wii nas mãos.

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Fotos de Humberto Araújo e Diego Bresani

Teaser Misanthrofreak from Rodrigo Fischer on Vimeo.

Misanthrofreak_Theater (2014) from Rodrigo Fischer on Vimeo.

Direção, atuação, texto, som e desenho de luz: Rodrigo Fischer

Desenho de vídeo e animação: Brent Felker e Fernando Gutiérrez

Produção e Figurino: Diana Diniz

Cineastas: Peter Azen e Juliano Chiquetto

Portfolio

Projeto

Workshop: Atuação entre o teatro e o cinema: a

performatividade do instante

Por meio da técnica Meisner de atuação e sua atualização dentro do contexto do teatro performativo,  a oficina pretende fundamentar importantes características técnicas para o ator nessa fronteira teatro-cinema. Serão aprimoradas habilidades como escuta, impulso, resposta e reação espontânea, além de desenvolver um estado de presença que permita a efetivação do gesto dentro de circunstâncias imaginárias. A partir de exercícios práticos e improvisações, será introduzido assim, o conceito de estado de devir: aquele que prioriza a potência do silêncio, do mistério, das micropercepções e da ambigüidade no instante. O desenvolvimento  de tais conceitos  pretendem permitir que o ator identifique seu próprio caminho para performar no palco e também mediado por uma câmera.  A ênfase na performatividade é o ponto de encontro entre o teatro e o cinema. O cineasta John Cassavetes é a grande inspiração para essa busca.

Esse workshop, fruto da pesquisa de doutorado do diretor Rodrigo Fischer, já foi realizado no Brasil, Espanha, Bielorússia e Geórgia.

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Release Oficina

Workshop: O cinema de John Cassavetes  e o espaço para o

ator-criador

A partir da apreciação de procedimentos e particularidades do cinema de John Cassavetes, o curso objetiva analisar a relação ética, técnica e prática entre o diretor e o ator no âmbito da linguagem cinematográfica. A análise de algumas sequências de seus filmes permitirá compreender a concretude estética de seus processos de criação. Será abordado também as especificidades de outras metodologias de direção de atores e suas aproximações/distancias com o trabalho de Cassavetes.

O cinema de Cassavetes, com toda sua radicalidade e inventividade de linguagem, sempre foi, acima de muitas coisas, um cinema fundamentado no trabalho de ator. A poesia de seu cinema se concentrava na possibilidade do ator transgredir sua função de interpretar/representar um texto e se apresentar como produtor de um discurso que pode ser utilizado como material dramatúrgico, fílmico, ideológico ou estético para a obra. A obra de Cassavetes reflete os princípios daquele cinema que prioriza armazenar o tempo de cada plano, possibilitando assim  a efetivação do gestus afetivo do ator como potência na obra.

Release Oficina